Muito se fala em quanto a Síndrome de Burnout impacta negativamente tanto os colaboradores como as empresas. O que é raramente destacado são as maneiras em que podemos atuar para prevenir e reduzir esse problema.

O RH estratégico pode intervir no ambiente de trabalho e realizar as mudanças necessárias. Além disso, os líderes podem ser desenvolvidos para atuarem ativamente na promoção do bem-estar, gerando alta performance na equipe com saúde e equilíbrio.

Logo abaixo, abordamos o Burnout sob a perspectiva do que pode ser feito para minimizá-lo. Continue a leitura para saber como promover mudanças na sua organização!

O que é Síndrome de Burnout?

O Burnout foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença ocupacional no início de 2022. A definição que faz parte da Classificação Internacional de Doenças (CID) é bastante esclarecedora. Segue o trecho:

Burnout é uma síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso.

Caracteriza-se por três dimensões:

1) sentimentos de esgotamento ou exaustão de energia;

2) aumento da distância mental do trabalho, ou sentimentos de negativismo, ou cinismo em relação ao trabalho;

3) uma sensação de ineficácia e falta de realização.

Hoje, segundo estudo realizado pela ISMA, a estimativa é que 30% dos brasileiros sofram de Burnout. É uma questão, portanto, que já não pode ser tratada como um caso isolado ou como uma dificuldade de algumas empresas.

Sentir-se esgotado, ineficaz, não realizado e distante mentalmente não são consequências naturais do trabalho, e sim sintomas de um estresse crônico. E, muitas vezes, o próprio colaborador afetado não enxerga abertura para falar sobre o Burnout com a empresa.

Por isso, as organizações devem se atentar a esse ponto. O RH, enquanto setor responsável pela gestão de pessoas, é peça-chave para minimizar esse problema. Igualmente, precisamos contar com líderes que consigam criar relações de confiança e deem a assistência necessária para os seus liderados.

Como o RH estratégico pode auxiliar a prevenção do Burnout?

O uso estratégico da gestão de pessoas permite diagnosticar e minimizar riscos ocupacionais ligados ao Burnout. A seguir, listamos 5 medidas que podem ser adotadas na sua empresa.

1. Entenda a carga de trabalho

Os riscos ocupacionais ligados ao Burnout são principalmente ergonômicos. Essa categoria não inclui apenas posturas ou movimentos inadequados, mas de estresse psíquico, bem como ritmo, jornada e carga de trabalho excessivos.

Nesse sentido, a prevenção do Burnout passa, em primeiro lugar, pela visão analítica, em que usamos métricas e dados para tomar decisões. Na prática, meça se o esforço está bem distribuído e se alguém ou algum setor está sobrecarregado:

  • quantidade de tarefas de cada colaborador;
  • esforço físico e mental demandados;
  • jornada de trabalho;
  • frequência de realização de horas extras;
  • cobrança e responsabilidade.

Antes de fazer esse diagnóstico, procure sempre conversar com o líder do setor e depois com as equipes. Sensibilizar as pessoas, especialmente quando se deixa claro que o objetivo não é promover uma “caça às bruxas”, facilita o levantamento das informações.

2. Otimize os processos e atividades

A melhoria dos processos, deixando-os mais enxutos, ágeis e eficientes, pode criar melhores condições para organizar a carga de trabalho. Afinal, reduzimos a quantidade de tarefas existentes, logo, a demanda por tempo e energia das pessoas.

Nesse contexto, softwares de automação de tarefas são uma ótima alternativa. Hoje, em média 39% do expediente é produtivo, e os principais inimigos da eficiência são as tarefas e rotinas administrativas, mais que distrações e interação entre pessoas.

Aliás, por impactarem a produtividade muito menos que o imaginado, vale a pena permitir que as pessoas tenham momentos de interação. O “cafezinho” e outras formas de descompressão no trabalho ajudam a lidar com dias estressantes.

3. Melhore a gestão do tempo

Ensinar o colaborador a ser mais produtivo também é uma medida para minimizar a ocorrência da Síndrome de Burnout. Nesse sentido, um tema indispensável é a gestão de tempo.

Planejar o trabalho, saber quais são as prioridades, definir uma ordem eficiente para fazer as tarefas e entender o papel dos intervalos, por exemplo, ajudam o profissional a lidar melhor com a carga de trabalho existente.

É importante, no entanto, que o RH pense o equilíbrio entre bem-estar e trabalho. Por exemplo, não adiantaria, após verificar que o colaborador está mais produtivo, aumentar a carga de trabalho para ocupar o tempo liberado com a capacitação.

4. Trabalhe o clima organizacional

O clima organizacional diz respeito à percepção dos colaboradores sobre como é trabalhar na empresa. Por isso mesmo, realizar uma pesquisa de clima pode indicar quais são os principais desafios da organização.

Se, por exemplo, a pesquisa revela um relacionamento ruim entre colegas, problemas com gestores, falta de benefícios ligados à saúde ou qualquer outra lacuna de experiência, o RH estratégico tem dados para realizar mudanças. Posteriormente, pode acompanhar o impacto das intervenções, comparando resultados futuros da pesquisa com o histórico da empresa.

5. Detecte problemas de gestão

A saúde mental no trabalho também é um desafio da liderança. O comportamento dos gestores pode contribuir para o bem-estar dos colaboradores, mas também pode criar ou agravar problemas de experiência no trabalho. Tudo depende de ter líderes preparados ou não para as posições que exercem.

Por isso, a combinação entre diagnosticar problemas de gestão, sensibilizar os profissionais e desenvolver líderes deve estar no radar do RH estratégico. Os líderes podem realizar diversas atividades para prevenir o Burnout.

Cuidar da própria saúde, organizar a carga de trabalho, escutar os profissionais, identificar condições inadequadas no trabalho, constatar sintomas de esgotamento e estresse na equipe e diversas outras ações podem ser realizadas por gestores. E, com a atuação dos líderes, a empresa pode melhorar o clima organizacional e evitar situações causadoras da Síndrome.

Aqui na Weego, ajudamos as empresas no desenvolvimento de líderes, para que estejam capacitados para lidar com os novos desafios da gestão de pessoas. E, entre eles, está a saúde mental no trabalho.

O método Weego utiliza a tecnologia em diversos momentos para identificar as reais necessidades dos gestores, criando um processo de desenvolvimento baseado em dados e com entregas personalizadas para cada profissional.

Além disso, parte dos processos relacionados à área de treinamento e desenvolvimento da empresa pode ser automatizada, coletando informações continuamente e gerando KPIs para que o RH possa avaliar a evolução dos líderes. Assim, entregamos indicadores-chave, que serão úteis na identificação de gaps e na manutenção de um bom ambiente de trabalho.

Com esse apoio, a empresa pode desenvolver líderes preparados para criar excelentes ambientes de trabalho. E esses profissionais serão promotores do bem-estar das equipes, minimizando problemas como a Síndrome de Burnout. Conheça as soluções da Weego e se prepare para lidar com os desafios atuais da gestão de pessoas!

Página de indicação do RH

Publicado por Thais Bueno

Head de Aprendizagem

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