Você conhece alguém que já deixou o trabalho por causa da relação com o gestor ou a gestora da equipe? Essa é uma realidade bastante comum, visto que turnover e liderança estão intimamente conectados.

A rotatividade nas organizações pode ter diversas causas, como:

  • desmotivação;
  • falta de reconhecimento;
  • baixa qualidade de vida no trabalho;
  • desilusão sobre o futuro na empresa.

A liderança afeta essas e outras questões que impactarão na saída de integrantes das equipes.

Neste conteúdo, explicamos qual é o impacto do turnover e como podemos desenvolver lideranças capazes de contribuir com a permanência de talentos. Continue a leitura e conheça boas práticas para implementar na sua empresa!

Quais são as principais causas da rotatividade nas empresas? 

Diversas pesquisas citam o turnover como um dos principais problemas das organizações. Além disso, há relatórios, como os da Robert Half, que apontam as causas desse fenômeno:

  • remuneração baixa e falta de reconhecimento — 33%;
  • desmotivação — 30%;
  • preocupação com o futuro da companhia — 29%;
  • baixo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal — 26%.

Para entender os motivos que levam as pessoas a saírem da empresa, podemos olhar os números sobre o que faz os talentos permanecerem. Segundo dados do GPTW, os principais elementos de uma boa proposta de valor ao funcionário são os seguintes:

  • oportunidades de crescimento — 46%;
  • qualidade de vida — 22%;
  • remuneração e benefícios — 14%;
  • alinhamento de valores — 14%;
  • estabilidade — 2%.

Outro dado, desta vez fornecido pelo Índice de Confiança Robert Half 20ªed, é a iniciativa do rompimento do contrato de trabalho. No primeiro trimestre de 2022, por exemplo, a divisão foi a seguinte:

  • iniciativa do contratado — 47%;
  • iniciativa da empresa (sem justa causa) — 44,1%.

Quase metade dos rompimentos da relação de trabalho acontecem por pedido das pessoas, e não por iniciativa da empresa.

São saídas relacionadas a profissionais que chegaram em uma situação limite ou encontraram melhores oportunidades em outra empresa. Em ambos os casos, turnover e liderança podem estar relacionados, como veremos mais à frente.

Como o turnover influencia nos resultados da empresa?

As saídas e, consequentemente, a necessidade de contratação geram uma série de impactos negativos nos negócios, custos e resultados operacionais.

Na prática, o turnover prejudica dois ativos fundamentais para o sucesso da empresa: o capital financeiro e o capital intelectual. Podemos ver essas consequências em diferentes pontos.

Pagar rescisões contratuais

A saída de um profissional envolve o pagamento de despesas com o rompimento do contrato.

O tipo de contratação e a iniciativa do pedido podem amenizar ou ampliar os gastos, como:

  • férias;
  • 13.º salário;
  • aviso prévio;
  • saldo de salários;
  • multa com percentual sobre o FGTS;
  • serviço extra não compensado do banco de horas.

Ter despesas com a reposição de colaboradores

O processo de recrutamento e seleção gera despesas à empresa. Dependendo da complexidade da contratação, pode ser necessário ir além das entrevistas e análises de currículo, adotando:

  • provas vivenciais;
  • testes de conhecimento;
  • análises de perfil comportamental.

Outra despesa é que o custo do marketing durante o recrutamento depende bastante da marca empregadora. Isto é, um ambiente em que as pessoas não enxergam como bom lugar para trabalhar será menos visado, logo, terá mais trabalho para atrair candidaturas.

Custear a capacitação profissional

O período de integração do colaborador gera despesas em relação à capacitação do profissional para a função.

Além disso, é natural que, nos primeiros meses, exista uma produtividade mais baixa que os demais integrantes da equipe, tendo em vista a necessidade de treinamento e adaptação às funções.

Perder o investimento no capital humano

A pessoa que deixou a empresa leva consigo competências e experiências adquiridas no período de organização.

O ROI de programas de treinamento e desenvolvimento é prejudicado, haja vista a saída, muitas vezes, antes de a organização ver o retorno em termos de:

  • vendas;
  • produtividade;
  • satisfação do cliente.

Enfraquecer a cultura da empresa

A rotatividade de pessoal dificulta a criação de uma cultura organizacional forte. Quem entra precisa passar por um período de aculturação.

Por isso, à medida que os quadros estão mudando, temos muitas pessoas em processo de adaptação e pouco adaptadas.

Sofrer o impacto nas receitas da empresa

Em relação à entrada de recursos na empresa, o turnover costuma ser a parte submersa do iceberg. Vemos a ponta com bastante nitidez:

  • quedas das vendas;
  • baixa produtividade;
  • insatisfação do cliente;
  • outros fatores que impactam o faturamento.

Porém, a causa são elementos que levam à rotatividade e perda de competências, como baixa motivação, clima organizacional ruim e falta de reconhecimento.

Prejudicar o clima organizacional

O clima organizacional apresenta relação de influência recíproca com a rotatividade. Um clima ruim faz com que as pessoas deixem a empresa, ao passo que a rotatividade gera insatisfações, conflitos e insegurança no time.

De todo modo, o turnover é um indicador final e a consequência de uma série de fatores. A melhoria começa pelo ambiente e experiência no trabalho, que são meios. Aliás, como veremos à frente, a liderança tem papel essencial nesse processo.

Qual é a relação entre turnover e liderança?

Percebemos que uma alta rotatividade de pessoal não é uma situação desejável nas empresas, mas como turnover e liderança se relacionam?

Em levantamento do PageGroup, 8 de cada 10 pessoas afirmam que deixaram seus antigos empregos em razão do relacionamento com a liderança. Além disso, os três principais problemas apontados foram os seguintes:

  • falta de crescimento profissional;
  • falta de feedback para desenvolvimento profissional;
  • sentimento de que o chefe não é um líder por exemplo/uma inspiração para o dia a dia.

O comportamento das lideranças é um ponto de contato da empresa com as equipes. Nesse sentido, é como se a rotatividade fosse o nó em uma teia e a liderança afeta praticamente todos os indicadores que estão conectados a ela.

Conecte o trabalho com um propósito

As pessoas precisam de razões para trabalhar e querer permanecer na organização, o que liga diretamente turnover com a liderança. Há diversos pontos em que líderes afetam a perspectiva dos membros das equipes na empresa.

Em primeiro lugar, o alinhamento da liderança com os valores organizacionais dá propósito para quem se identifica com a cultura da empresa. Cada organização tem um perfil, com características de inovação, tradição e impacto social.

Outro ponto de contato entre turnover e liderança é a perspectiva de crescimento. Ter lideranças que, ao invés de boicotar, promovem o desenvolvimento de carreira dos integrantes das equipes, afeta um dos indicadores mais importantes para minimizar a rotatividade.

Além disso, a postura de fornecer feedbacks positivos e construtivos ajuda os membros da equipe a verem oportunidades de desenvolvimento. Afinal, fica claro em que pontos é preciso melhorar para se destacar e conquistar mais espaço na empresa.

As lideranças podem conectar as pessoas com o trabalho, sendo um exemplo e inspiração às equipes, ao serem respeitosas, honestas e compartilhando:

  • formação;
  • experiência;
  • competências;
  • realizações profissionais.

Ofereça um excelente clima no ambiente de trabalho

As boas lideranças atuam para criar relações de trabalho mutuamente satisfatórias, bem como um clima agradável nas equipes. É um trabalho que envolve tanto a liderança, em relação aos integrantes da equipe, como os vínculos no grupo.

Para isso, é essencial que as pessoas cumpram suas tarefas porque são encorajadas e incentivadas, mais que por medo ou cobrança.

No curto prazo, ambas as atitudes podem levar à realização do trabalho. Contudo, a experiência no longo prazo — ponto decisivo em relação ao turnover — será mais satisfatória com um reforço positivo.

Outro cuidado é fazer com que as pessoas se sintam valorizadas e relevantes na equipe. Em reuniões, por exemplo, é importante que todos tenham a oportunidade de se manifestar e expor suas perspectivas. 

Além disso, líderes devem saber escutar e considerar sinceramente os feedbacks recebidos.

Mediar conflitos nas equipes encontrando soluções amigáveis para eventuais disputas também é característica significativa. Em uma postura mediadora, auxiliamos as pessoas a resolverem suas questões pelo diálogo, em vez de impor uma decisão.

Nos casos em que é preciso tomar decisões sobre as equipes, o clima será mais ameno se for possível reconhecer que o resultado foi alcançado por uma estratégia justa. São formas de construir essa legitimidade:

  • ter como base critérios conhecidos;
  • tratar situações iguais com isonomia;
  • oportunidades de participar da decisão.

Cuide da qualidade de vida no trabalho

Entre as principais interações do turnover e liderança, a qualidade de vida no trabalho é um dos vínculos mais fortes.

É uma área em que o comportamento de quem está à frente do time faz a diferença, por exemplo:

  • cumprir a palavra;
  • escutar as pessoas;
  • ter uma conduta respeitosa;
  • equilibrar a carga de trabalho;
  • respeitar os horários de descanso das pessoas;
  • levar as demandas da equipe para a organização.

Vale ressaltar que, atualmente, um tópico-chave para minimizar a rotatividade é conhecer e saber lidar com a Síndrome de Burnout.

Esse é um dos principais desafios das organizações atuais, e o comportamento das lideranças é um diferencial de modo que as pessoas estejam saudáveis na empresa.

Motive as pessoas

A relação entre turnover e liderança envolve, ainda, a motivação dos integrantes das equipes. As boas lideranças atuarão tanto com ações pontuais (falas motivadoras e incentivos), quanto:

  • dando o exemplo;
  • reconhecendo o trabalho;
  • auxiliando o crescimento da equipe;
  • alinhando a equipe aos valores organizacionais.

Um cuidado é ser a liderança que a equipe necessita conforme o momento da empresa e do grupo. O encaixe entre o estilo de liderança e a situação determina se as pessoas estão motivadas e engajadas.

Imagine, por exemplo, uma equipe com jovens talentos que ainda não atingiram todo seu potencial. Os requisitos para motivar essa equipe tendem a ser diferentes de um grupo que já conta com alta performance.

Enfim, existem muitos pontos de contato entre turnover e liderança. Por isso, é importante que líderes entendam seus papéis e busquem capacitação para impactar positivamente a equipe.

Como a Weego pode ajudar a reduzir a rotatividade na sua empresa?

O desenvolvimento de líderes passa por encontrar um modelo adequado aos desafios atuais da gestão.

No método Weego, criado a partir da comparação de diferentes modelos e pesquisas nas melhores empresas, partimos das competências de liderança que impactarão, entre outros indicadores, a permanência de talentos.

Como cada pessoa pode estar em um estágio diferente em relação às competências de liderança, o desenvolvimento no método Weego parte da avaliação de desempenho por diferentes perspectivas, como:

  • time;
  • líder direto;
  • autoavaliação. 

Depois, os dados coletados tanto na pesquisa Weego ou com a pós-pesquisa GPTW traçam um perfil, com as necessidades individuais. Cada líder recebe os conteúdos e a disponibilidade de várias ações que fazem sentido para o seu desenvolvimento, tendo em vista os pontos fracos e fortes.

Em síntese, ao entendermos a relação entre turnover e liderança, temos uma leitura mais adequada do cenário enfrentado pela empresa.

Com boas práticas de desenvolvimento, podemos formar pessoas preparadas para estarem à frente das equipes, usando suas competências como inspiração e fazendo os talentos trabalharem porque querem e se sentem bem.

Então, que tal começar a reduzir a rotatividade de pessoal na sua empresa? Entenda como funciona o método Weego e desenvolva grandes lideranças!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.